sexta-feira, 28 de setembro de 2007









Espectro da Noite

Beber do que te faz humana
Com ânsia, amargurado,
Perdido na noite
Sem ter a luz!

Vago no abismo da morte
Sem poder morrer!
Trafego no mundo das trevas;
Na sombria rotina
Em que m'alma se perdeu!

Busco afagar a dor
Qual não encontro essa dor,
Que tanto queria sentir
Como um dia senti!

Busco perfurar meu coração;
Pontiaguda estaca!
Para o fim do mal
Que não quer cravar!

Espectro da noite!
Embebeda-se no sangue
E as carnes são o resto
Que de resto,
Alimentam-se os decrépitos!

Bela donzela!
Foste tão bela
E agora, ensangüentada,
Estás mais bela ainda!



Robson Fagundes

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